Apesar do bom resultado no jogo da ida (o Peñarol venceu o Vélez Sarsfield por 1x0 em casa), ninguém creditava a classificação à final da Libertadores ao Peñarol. Eu sim. Todos colocavam o Vélez como um time muito superior tecnicamente (não sei então como teria perdido o primeiro jogo...), que com certeza reverteria a vantagem e sairia do duelo de semifinal classificado. A mídia dava como certa uma coisa que acha impossível do Coritiba fazer pela final da Copa do Brasil, por exemplo.
Desde o apito inicial, contudo, era possível perceber que a história seria diferente. Apesar do que todos esperavam, o Peñarol não veio em uma retranca absurda. Lógico que não partiu desesperado em direção ao ataque, mas manteve uma postura ofensiva. Recuperando muitas bolas no meio-campo, conseguia puxar bons contra-ataques. O Vélez, por sua vez, era muito pouco conclusivo em suas tentativas ofensivas e ficava pouco com a bola no pé. A necessidade da equipe argentina de ir em busca do resultado dava muito espaço para o Peñarol, que aproveitou. Foram muitos lances de perigo por parte do time uruguaio, partindo principalmente do camisa 10 Martinuccio (que parece cada vez mais distante do Palmeiras). As chances, contudo, não resultaram em gol, e a equipe cansou um pouco a partir dos 25 minutos do primeiro tempo. Por este motivo, o Vélez conseguiu reequilibrar a partida. A ligação entre meio-campo e ataque passou a acontecer de forma mais natural, sem chutões, e o time criou boas oportunidades. Mas como quem não faz leva, acabou sofrendo o primeiro gol aos 33 do primeiro tempo, num lance em que Martinuccio deixou Mier sozinho na cara do gol. O Peñarol, entretanto, se acomodou um pouco com a vantagem de 2x0 no placar acumulado (o Vélez precisaria de 3 gols para se classificar) e caiu na retranca. A equipe argentina, que já pressionava e crescia na partida, criou uma chance atrás da outra, até que, finalmente, encontrou o gol nos pés de Fernando Tobio, já aos 45.
No segundo tempo, a postura de ambos os times se manteve a mesma do final do primeiro. O Vélez veio para cima, enquanto o Peñarol permaneceu cautelosamente na retranca, apostando no contra-ataque. Quase chegou ao segundo com Martinuccio e Mier (que perdeu na cara do gol, sozinho). O time argentino, no entanto, não iria entregar os pontos assim tão fácil. O Vélez seguia pressionando e criando chances claras de gol. Aos 21 do segundo tempo, Santiago Silva não perdoou e mandou um chutão para o fundo da rede. 2x1. A partir daí, o jogo pegou fogo. A equipe argentina veio para cima com tudo, acreditando na classificação. O Peñarol se segurava do jeito que dava, abusando dos chutões. De vez em quando, contudo, conseguia encaixar alguns bons contra-ataques, explorando os buracos deixados pelo Vélez no campo defensivo e aproveitando um certo descontrole emocional por parte do time argentino. Descontrole esse que fez com que Fernando Ortiz recebesse o segundo amarelo e fosse expulso aos 23 do segundo tempo. Mesmo assim, o Vélez não alterou em nada sua postura ofensiva (perdido por um, perdido por mil, afinal) e seguiu na briga, pressionando o máximo possível. Finalmente, aos 30, Martínez disputou com Darío Rodríguez uma bola que parecia perdida na linha de fundo, ganhando o lance. Quando se preparava para cruzar, foi derrubado ao MESMO TEMPO por Darío Rodríguez e Guillermo Rodríguez dentro da área. Pênalti. Pênalti para o goleador Santiago Silva bater. Mas vamos catar juntos o fato de que colocar um uruguaio para bater um pênalti contra um time uruguaio não faz o menor sentido. Não que o cara vá errar de propósito, mas ele já vai com aquela pressão de ter que fazer, porque senão vão acusá-lo de ter perdido por ser uruguaio e tal. Vamos combinar que isso deixa o cobrador nervoso, então é melhor evitar. Quando ele se aproximou da bola, eu disse para minha mãe e minha irmã que iria perder, pelo semblante de nervosismo. Acertei. Ele correu todo torto e escorregou um pouco antes da bola, chutando-a por cima do gol. O Vélez via a classificação que antes parecia impossível escapar por entre os dedos. Ainda teve algumas boas oportunidades, mas o pênalti perdido deixou o time e a torcida abalados. Placar final: Vélez Sarsfield 2 x 1 Peñarol.
Na final, o Peñarol pega o Santos, que se classificou após um empate por 3x3 na casa do Cerro Porteño. E avante, Santos!
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terça-feira, 7 de junho de 2011
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O Santos dá bola, mas ainda não é campeão
O Cerro Porteño entrou pronto para reverter o resultado ruim (no Pacaembu, o Santos conquistara o placar mínimo: 1x0). Esse é o fato. Desde o início do jogo, veio para cima, adiantou a marcação, pressionou a saída de bola do Santos. A estratégia, claramente, era marcar um gol logo no início para forçar o time brasileiro a sair de sua postura defensiva, oferecendo mais espaços para um possível contra-ataque. Mas futebol nunca deixará de nos surpreender. E às vezes a estratégia vai mesmo por água abaixo e acontece justamente o contrário do planejado. Temos aqui um exemplo claro. Aos dois minutos do primeiro tempo, Neymar (um daqueles jogadores cujo talento não cabe no plano do adversário) fez boa jogada pelo lado esquerdo, driblou o marcador e foi derrubado. Elano cobrou a falta na cabeça de Zé Love, que, após 14 jogos, finalmente desencantou e marcou. Aos dois e meio do primeiro tempo, o Santos, acuado pela postura ofensiva do time paraguaio, ampliava sua vantagem e agora, pelo critério do gol na casa do adversário, forçava o Cerro a virar para 3x1 se quisesse avançar para a final. O time brasileiro seguiu recuado, errando muitos passes e não aproveitando os rebotes de jogadas do Cerro. Com a marcação avançada, a equipe paraguaia forçava o erro logo na saída de bola e rapidamente retomava a jogada. Apesar do domínio, o Santos conseguia encaixar alguns bons contra-ataques e, pelo baixo aproveitamento de finalizações do Cerro, acabava gerando os lances mais perigosos, jogando de maneira inteligente, apesar de parecer um pouco precipitado e nervoso mesmo com a vantagem no placar combinado.
Agora vamos catar juntos o lance do segundo gol do Santos, porque vale MUITO a pena. Show de horrores, pânico no lago e pânico na pracinha, tudo junto. Lembremos que o Cerro dominava a partida. Lembremos que o Santos tinha dificuldade de acertar sua saída de bola, apesar de criar boas oportunidades. Pois bem. Numa bola interceptada por Edu Dracena, este deu um chutão para frente, tentando afastar o perigo. Parecia que aquilo não ia dar em nada. BRINKS! A bola foi em direção à grande área paraguaia e Neymar correu para disputar com os zagueiros. No desespero e apertado pelo atacante santista, o zagueiro Pedro Benítez cabeceou contra seu próprio gol. Mas nada demais, uma bola fraca, devagar, só para o goleiro sair e poder segurar com as mãos. OPS! Parece que Barreto não entendeu bem a sua ideia, meu caro Pedro... O goleiro saiu do gol todo torto, meio escorregando e acabou espalmando uma bola de fácil defesa. Só para ficar ainda mais divertido, espalmou PARA TRÁS. Neymar só acompanhou a bola entrando, sem nem precisar encostar, e correu para o abraço. EPIC FAIL. Aos 27 do primeiro tempo, o Santos via a final cada vez mais perto. Agora cata a cara do goleiro depois desse frango atômico... Gente, foi gol contra dele! MESMO, está anotado na súmula. Sério, pra mim essa foi inédita, nunca tinha visto gol contra de goleiro.
Com um placar combinado de 3x0 e a necessidade do Cerro de marcar quatro gols, o Santos relaxou e simplesmente parou de jogar. Mania das equipes brasileiras de achar que time latino vai se comportar como outro time brasileiro e desistir do jogo... Quando vamos começar a entender que os caras não desistem NUNCA, até o apito final? O Cerro não quis nem saber e seguiu pressionando. Aos 31, diminuiu na cabeçada de César Benítez após boa cobrança de escanteio de Iturbe. Aos 36, quase chegou ao gol de empate na finalização de Bareiro. O goleiro Rafael fez belíssima defesa. Só que como domínio não é gol e às vezes futebol é mesmo dar muita sorte, aos 46 Arouca recuperou uma bola no meio de campo e puxou um excelente contra-ataque. Tocou para Neymar no momento exato. O atacante santista não perdoou. Chutou para marcar o terceiro. O Santos foi para o intervalo com o jogo aniquilado.
A volta para o segundo tempo, entretanto, não foi bem assim. Repetindo a postura que adotou após o segundo gol, o Peixe simplesmente parou de jogar. Abusando dos chutões, não conseguia trocar passes e nem manter a bola no campo ofensivo. A pressão do Cerro, que vinha para o tudo ou nada com três atacantes de ofício (Lucero, que entrou no lugar do volante Burgos, Fabbro e Bareiro, depois substituído por Nani) e mais dois meias de chegada (Iturbe, no lugar do machucado Torres, e o brasileiro Júlio dos Santos), era imensa, com muitos lances de perigo. E deu certo. Numa bola ajeitada de cabeça por Bareiro, Lucero soltou a bomba, marcando o segundo da equipe paraguaia aos 15 do segundo tempo. As saídas de Elano e Zé Eduardo para as entradas de Rodrigo Possebon e Maikon Leite, respectivamente, melhoraram a marcação santista, dificultando um pouco a vida do Cerro, que chegava com muita facilidade. A armação de jogadas, contudo, deixou de existir. Porque Possebon, valha-me Deus, NINGUÉM merece... Com Maikon Leite e Neymar isolados e Arouca concentrado na marcação, havia pouco que o Santos pudesse fazer. Basicamente assistiu os lances de perigo do time paraguaio. Quase sofreu o empate aos 33, num chute de Cáceres defendido por Rafael, que ainda teve que dividir a bola para completar a bela defesa. Ufa... Brinks, sofreu o empate aos 36. Fabbro livrou-se de dois de uma vez só (essa zaga santista, vou te contar, é mais perdida do que cego em tiroteio) e acertou um belíssimo chute de fora da área. De repente, virar o jogo para 5x3 não parecia tão mais impossível assim, por descuido do Santos...
Uma das poucas chances da equipe brasileira no segundo tempo veio logo na saída de bola após o terceiro gol do Cerro. Neymar fez boa jogada e sofreu falta. Antes de cobrar, ainda deu tempo de Muricy ser atingido por um OVNI (que ninguém consegue precisar se era uma antena de rádio, uma matraca ou um daqueles pirulitos voadores, com hélice e tudo) e ganhar alguns preciosos minutos. Com a partida finalmente recomeçada, Neymar fez belíssima cobrança e acertou a trave aos 38. Aos 40, perdeu um gol feito. Após belo passe de calcanhar de Maikon Leite, entrou sozinho e chutou em cima de Barreto (que, dessa vez, não marcou mais um). Aos 42, foi a vez da resposta do time paraguaio. O chute de Cáceres acertou em cheio o travessão. Sinceramente, se essa bola tivesse entrado, era bem capaz do Cerro marcar o quinto e conseguir uma classificação histórica. Ainda bem que não! Antes do apito final, o capitão Edu Dracena ainda conseguiu ser expulso e, assim, não disputa o primeiro jogo da final. Ótimo, é reforço para o Santos! Com o apito, o alívio e a vaga assegurada. Placar final: Cerro Porteño 3 x 3 Santos.
Na final, o Santos enfrenta o Peñarol (sério, que lindo!), que perdeu hoje para o Vélez por 2x1, mas garantiu a classificação pelo placar combinado e o gol marcado na casa do adversário (na ida, no Uruguai, venceu por 1x0).
Agora vamos catar juntos o lance do segundo gol do Santos, porque vale MUITO a pena. Show de horrores, pânico no lago e pânico na pracinha, tudo junto. Lembremos que o Cerro dominava a partida. Lembremos que o Santos tinha dificuldade de acertar sua saída de bola, apesar de criar boas oportunidades. Pois bem. Numa bola interceptada por Edu Dracena, este deu um chutão para frente, tentando afastar o perigo. Parecia que aquilo não ia dar em nada. BRINKS! A bola foi em direção à grande área paraguaia e Neymar correu para disputar com os zagueiros. No desespero e apertado pelo atacante santista, o zagueiro Pedro Benítez cabeceou contra seu próprio gol. Mas nada demais, uma bola fraca, devagar, só para o goleiro sair e poder segurar com as mãos. OPS! Parece que Barreto não entendeu bem a sua ideia, meu caro Pedro... O goleiro saiu do gol todo torto, meio escorregando e acabou espalmando uma bola de fácil defesa. Só para ficar ainda mais divertido, espalmou PARA TRÁS. Neymar só acompanhou a bola entrando, sem nem precisar encostar, e correu para o abraço. EPIC FAIL. Aos 27 do primeiro tempo, o Santos via a final cada vez mais perto. Agora cata a cara do goleiro depois desse frango atômico... Gente, foi gol contra dele! MESMO, está anotado na súmula. Sério, pra mim essa foi inédita, nunca tinha visto gol contra de goleiro.
Com um placar combinado de 3x0 e a necessidade do Cerro de marcar quatro gols, o Santos relaxou e simplesmente parou de jogar. Mania das equipes brasileiras de achar que time latino vai se comportar como outro time brasileiro e desistir do jogo... Quando vamos começar a entender que os caras não desistem NUNCA, até o apito final? O Cerro não quis nem saber e seguiu pressionando. Aos 31, diminuiu na cabeçada de César Benítez após boa cobrança de escanteio de Iturbe. Aos 36, quase chegou ao gol de empate na finalização de Bareiro. O goleiro Rafael fez belíssima defesa. Só que como domínio não é gol e às vezes futebol é mesmo dar muita sorte, aos 46 Arouca recuperou uma bola no meio de campo e puxou um excelente contra-ataque. Tocou para Neymar no momento exato. O atacante santista não perdoou. Chutou para marcar o terceiro. O Santos foi para o intervalo com o jogo aniquilado.
A volta para o segundo tempo, entretanto, não foi bem assim. Repetindo a postura que adotou após o segundo gol, o Peixe simplesmente parou de jogar. Abusando dos chutões, não conseguia trocar passes e nem manter a bola no campo ofensivo. A pressão do Cerro, que vinha para o tudo ou nada com três atacantes de ofício (Lucero, que entrou no lugar do volante Burgos, Fabbro e Bareiro, depois substituído por Nani) e mais dois meias de chegada (Iturbe, no lugar do machucado Torres, e o brasileiro Júlio dos Santos), era imensa, com muitos lances de perigo. E deu certo. Numa bola ajeitada de cabeça por Bareiro, Lucero soltou a bomba, marcando o segundo da equipe paraguaia aos 15 do segundo tempo. As saídas de Elano e Zé Eduardo para as entradas de Rodrigo Possebon e Maikon Leite, respectivamente, melhoraram a marcação santista, dificultando um pouco a vida do Cerro, que chegava com muita facilidade. A armação de jogadas, contudo, deixou de existir. Porque Possebon, valha-me Deus, NINGUÉM merece... Com Maikon Leite e Neymar isolados e Arouca concentrado na marcação, havia pouco que o Santos pudesse fazer. Basicamente assistiu os lances de perigo do time paraguaio. Quase sofreu o empate aos 33, num chute de Cáceres defendido por Rafael, que ainda teve que dividir a bola para completar a bela defesa. Ufa... Brinks, sofreu o empate aos 36. Fabbro livrou-se de dois de uma vez só (essa zaga santista, vou te contar, é mais perdida do que cego em tiroteio) e acertou um belíssimo chute de fora da área. De repente, virar o jogo para 5x3 não parecia tão mais impossível assim, por descuido do Santos...
Uma das poucas chances da equipe brasileira no segundo tempo veio logo na saída de bola após o terceiro gol do Cerro. Neymar fez boa jogada e sofreu falta. Antes de cobrar, ainda deu tempo de Muricy ser atingido por um OVNI (que ninguém consegue precisar se era uma antena de rádio, uma matraca ou um daqueles pirulitos voadores, com hélice e tudo) e ganhar alguns preciosos minutos. Com a partida finalmente recomeçada, Neymar fez belíssima cobrança e acertou a trave aos 38. Aos 40, perdeu um gol feito. Após belo passe de calcanhar de Maikon Leite, entrou sozinho e chutou em cima de Barreto (que, dessa vez, não marcou mais um). Aos 42, foi a vez da resposta do time paraguaio. O chute de Cáceres acertou em cheio o travessão. Sinceramente, se essa bola tivesse entrado, era bem capaz do Cerro marcar o quinto e conseguir uma classificação histórica. Ainda bem que não! Antes do apito final, o capitão Edu Dracena ainda conseguiu ser expulso e, assim, não disputa o primeiro jogo da final. Ótimo, é reforço para o Santos! Com o apito, o alívio e a vaga assegurada. Placar final: Cerro Porteño 3 x 3 Santos.
Na final, o Santos enfrenta o Peñarol (sério, que lindo!), que perdeu hoje para o Vélez por 2x1, mas garantiu a classificação pelo placar combinado e o gol marcado na casa do adversário (na ida, no Uruguai, venceu por 1x0).
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Só o Neymar joga?
Olha que Libertadores é coisa séria... Alguns jogadores do Santos pareceram entrar em campo hoje sem se dar conta deste fato, caso de Pará e Zé Eduardo. O Peixe conseguiu apenas um placar apertado, que não garante nada para o jogo da volta no Paraguai, apesar de ter tido muitas chances para fazer um resultado mais elástico e ir para a casa do Cerro já com a parada (quase) garantida.
O time do Cerro Porteño entrou em campo obviamente determinado a arrancar o empate por 0x0. Muito recuada, a equipe dava poucos espaços para o Santos, que parecia nervoso com a atitude do adversário, sem saber bem como reagir. Errando muitos passes, o time de Muricy Ramalho permitia que o Cerro cadenciasse o jogo, mantendo a posse de bola. É verdade que essa posse de bola não era convertida em lances de perigo, mas gastar o tempo era tudo o que a equipe paraguaia queria. As chances mais claras vieram, como sempre, na bola parada (naquela jogadinha clássica do chuveirinho na área que todo mundo conhece, mas ninguém parece saber marcar). Desequilibrado e tenso, o Peixe inventava lances desnecessários, com chutões e tentativas de lançamento de 30 metros que só serviam para o Cerro retomar a bola. Nas poucas vezes em que o Santos manteve a bola no chão e soube passá-la bem de pé em pé, esteve perto de marcar, incluindo uma chance claríssima em que Léo perdeu após passe precioso de Neymar. De bola parada, também teve bons momentos com Elano. Como sempre vem acontecendo nos últimos jogos, Zé Eduardo só atrapalhou. Após belíssimo lançamento de Durval, Danilo chegava livre e de frente para bater com o gol aberto (o goleirinho do Cerro, vamos combinar que era um pânico na pracinha no quesito posicionamento), mas Zé Eduardo fez questão de meter o pé na bola todo torto e isolá-la pela linha de fundo. Olha, o cara pode até ser bom jogador, mas está atravessando uma péssima fase e não marca a 14 jogos. Tira de campo, deixa um tempo no banco! E não me interessa se ele é importante para o esquema tático, centroavante tem que fazer gol, oras! Senão é zagueiro, goleiro... Aliás, para que o primeiro e único gol do Peixe viesse, foram necessários um zagueiro e o talento incontestável de Neymar. Um dos poucos jogadores santistas com a cabeça no lugar (mesmo apanhando muito), Neymar fez bom jogo de corpo na entrada na área e deu boa arrancada, levando QUATRO num único lance e chegando à linha de fundo em condições de acertar um belo cruzamento. Edu Dracena subiu mais que todo mundo para cabecear e acertou a trave, mas a bola já quicou completamente dentro do gol. Aos 43 do primeiro tempo, o Peixe abria o placar. O Cerro teve sua melhor chance e quase chegou ao empate logo na saída da bola. Em mais uma das típicas jogadas falta-chuveirinho, o atacante paraguaio conseguiu cabecear sozinho, parando em belíssima defesa com os pés de Rafael.
No segundo tempo, o Santos voltou mais relaxado, com a cabeça no lugar. Soube recuar de maneira inteligente, obrigando a equipe paraguaia a sair para o jogo para buscar o resultado e oferecer mais espaços. Por incrível que pareça, o Cerro foi menos conclusivo do que na primeira etapa, quando dependeu apenas de bolas paradas por estar muito recuado, mas conseguiu criar algumas boas oportunidades. Errando conclusões e passes definitivos, o Cerro deu chances ao Santos de explorar seu erro, sair em contra-ataque. Mas, apesar de mais tranquilo, o time da Vila Belmiro também não correspondia, perdendo chances inacreditáveis. Um bom exemplo é o cruzamento rasteiro à perfeição de Elano, que Zé Eduardo conseguiu desperdiçar com o gol aberto... Ok, não falo mais nada. Neymar parecia jogar sozinho e tentava resolver a parada por si, sem êxito. Acertava belos passes para conclusões equivocadas dos companheiros, acertava belos chutes para defesas do goleiro Barreto. Além dos vacilos técnicos, o time do Santos também cansou no segundo tempo. Muricy demorou muito a mexer e, quando o fez, já era tarde demais. Maikon Leite entrou apenas aos 35 e Alan Patrick, aos 40. Com os dois em campo (no lugar de Zé Eduardo e Elano, respectivamente), o Santos ainda conseguiu criar algumas boas oportunidades. Talvez se tivessem entrado mais cedo, ainda mais no lugar do apagadíssimo Zé Eduardo, poderiam ampliar o placar. Digo talvez porque Alan Patrick conseguiu perder o gol mais feito de todos, no último lance do jogo (último mesmo). Após cruzamento de Neymar (sempre ele...), a bola resvalou nos zagueiros paraguaios, matando o goleiro Barreto, e sobrou limpa para Alan Patrick, que, com tempo para parar e pensar e o gol aberto, conseguiu chutar fraquinho em cima do goleiro. E fim de papo. Placar final: Santos 1 x 0 Cerro Porteño.
O gol desperdiçado por Alan Patrick ainda serviu para animar os paraguaios, que saíram de campo comemorando a vitória simples do Santos e a defesa do goleiro no último lance. Parece mesmo um placar fácil de reverter. Tomara que o Santos prove o contrário e saia comemorando a classificação na casa do adversário, como eles vibraram aqui.
O time do Cerro Porteño entrou em campo obviamente determinado a arrancar o empate por 0x0. Muito recuada, a equipe dava poucos espaços para o Santos, que parecia nervoso com a atitude do adversário, sem saber bem como reagir. Errando muitos passes, o time de Muricy Ramalho permitia que o Cerro cadenciasse o jogo, mantendo a posse de bola. É verdade que essa posse de bola não era convertida em lances de perigo, mas gastar o tempo era tudo o que a equipe paraguaia queria. As chances mais claras vieram, como sempre, na bola parada (naquela jogadinha clássica do chuveirinho na área que todo mundo conhece, mas ninguém parece saber marcar). Desequilibrado e tenso, o Peixe inventava lances desnecessários, com chutões e tentativas de lançamento de 30 metros que só serviam para o Cerro retomar a bola. Nas poucas vezes em que o Santos manteve a bola no chão e soube passá-la bem de pé em pé, esteve perto de marcar, incluindo uma chance claríssima em que Léo perdeu após passe precioso de Neymar. De bola parada, também teve bons momentos com Elano. Como sempre vem acontecendo nos últimos jogos, Zé Eduardo só atrapalhou. Após belíssimo lançamento de Durval, Danilo chegava livre e de frente para bater com o gol aberto (o goleirinho do Cerro, vamos combinar que era um pânico na pracinha no quesito posicionamento), mas Zé Eduardo fez questão de meter o pé na bola todo torto e isolá-la pela linha de fundo. Olha, o cara pode até ser bom jogador, mas está atravessando uma péssima fase e não marca a 14 jogos. Tira de campo, deixa um tempo no banco! E não me interessa se ele é importante para o esquema tático, centroavante tem que fazer gol, oras! Senão é zagueiro, goleiro... Aliás, para que o primeiro e único gol do Peixe viesse, foram necessários um zagueiro e o talento incontestável de Neymar. Um dos poucos jogadores santistas com a cabeça no lugar (mesmo apanhando muito), Neymar fez bom jogo de corpo na entrada na área e deu boa arrancada, levando QUATRO num único lance e chegando à linha de fundo em condições de acertar um belo cruzamento. Edu Dracena subiu mais que todo mundo para cabecear e acertou a trave, mas a bola já quicou completamente dentro do gol. Aos 43 do primeiro tempo, o Peixe abria o placar. O Cerro teve sua melhor chance e quase chegou ao empate logo na saída da bola. Em mais uma das típicas jogadas falta-chuveirinho, o atacante paraguaio conseguiu cabecear sozinho, parando em belíssima defesa com os pés de Rafael.
No segundo tempo, o Santos voltou mais relaxado, com a cabeça no lugar. Soube recuar de maneira inteligente, obrigando a equipe paraguaia a sair para o jogo para buscar o resultado e oferecer mais espaços. Por incrível que pareça, o Cerro foi menos conclusivo do que na primeira etapa, quando dependeu apenas de bolas paradas por estar muito recuado, mas conseguiu criar algumas boas oportunidades. Errando conclusões e passes definitivos, o Cerro deu chances ao Santos de explorar seu erro, sair em contra-ataque. Mas, apesar de mais tranquilo, o time da Vila Belmiro também não correspondia, perdendo chances inacreditáveis. Um bom exemplo é o cruzamento rasteiro à perfeição de Elano, que Zé Eduardo conseguiu desperdiçar com o gol aberto... Ok, não falo mais nada. Neymar parecia jogar sozinho e tentava resolver a parada por si, sem êxito. Acertava belos passes para conclusões equivocadas dos companheiros, acertava belos chutes para defesas do goleiro Barreto. Além dos vacilos técnicos, o time do Santos também cansou no segundo tempo. Muricy demorou muito a mexer e, quando o fez, já era tarde demais. Maikon Leite entrou apenas aos 35 e Alan Patrick, aos 40. Com os dois em campo (no lugar de Zé Eduardo e Elano, respectivamente), o Santos ainda conseguiu criar algumas boas oportunidades. Talvez se tivessem entrado mais cedo, ainda mais no lugar do apagadíssimo Zé Eduardo, poderiam ampliar o placar. Digo talvez porque Alan Patrick conseguiu perder o gol mais feito de todos, no último lance do jogo (último mesmo). Após cruzamento de Neymar (sempre ele...), a bola resvalou nos zagueiros paraguaios, matando o goleiro Barreto, e sobrou limpa para Alan Patrick, que, com tempo para parar e pensar e o gol aberto, conseguiu chutar fraquinho em cima do goleiro. E fim de papo. Placar final: Santos 1 x 0 Cerro Porteño.
O gol desperdiçado por Alan Patrick ainda serviu para animar os paraguaios, que saíram de campo comemorando a vitória simples do Santos e a defesa do goleiro no último lance. Parece mesmo um placar fácil de reverter. Tomara que o Santos prove o contrário e saia comemorando a classificação na casa do adversário, como eles vibraram aqui.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
E o vento levou o Ganso
E nós perdemos o Ganso de novo... Quando ele se machucou ano passado, eu lembro de falar que a camisa 10 da Seleção deveria ser temporariamente aposentada, porque não havia nenhum outro camisa 10 brasileiro jogando o que ele estava jogando (uma barbaridade) naquele momento. Como de fato. Nesses últimos amistosos da Seleção, tem sido um camisa 10 decepcionante atrás do outro e, por conseguinte, uma série de jogos frustrantes, em que o time fica perde a capacidade de criação no meio-campo. E Ganso é muito mais do que uma capacidade considerável de criação. Ele é um craque, e só não digo o maior surgido nos últimos tempos porque há também Neymar e Lucas. O departamento médico do Santos está prevendo seis semanas fora de combate (com a possibilidade de reduzir para quatro). E aí eu estou prevendo uma Copa América sem Ganso no Brasil. PODE APOSENTAR A CAMISA 10, MANO MENEZES.
E aí? De quem é a culpa? Da própria compleição física do Ganso? Da diretoria do Santos? Do Muricy? Do calendário de competições? Da macumba do Ronaldinho Gaúcho, de olho na camisa 10 da Seleção? Vamos por partes. Que o Ganso tem uma compleição mais frágil do que a da maioria dos jogadores é fato, e inegável. O cara tem 21 anos e já passou por duas operações de grande porte, vamos combinar. Mas ninguém se machuca do nada também. Vejamos o calendário: o Santos está jogando incessantemente às terças, quartas ou quintas (pela Libertadores) e aos sábados ou domingos (pelo Paulistão). É uma rotina pra lá de sacrificante, ainda mais se considerarmos a última semana. No último sábado de abril (30/4), o Santos fez um jogo decisivo contra o São Paulo pelas semifinais do Paulistão. Logo depois, após dar tudo de si e conseguir a classificação, pegou um voo super agradável de 16 horas com destino ao meio do nada no México. Chegando lá onde Judas perdeu as meias, jogou mais 90 minutos de decisão, pelas oitavas de final da Libertadores. Apesar de visivelmente exausto, o Santos conseguiu a classificação para as quartas contra o América do México, segurando o empate por 0x0 (não sem pagar um preço, tendo perdido Arouca durante o jogo). Ufa, finalmente um descanso. NOT! É brinks, galera, porque logo em seguida o Santos teve que encarar o voo de 16 horas da volta (até eu já estou cansada). Aí ontem mais uma vez teve que dar tudo de si pelo primeiro jogo da final do Paulistão, contra o Corinthians (outro 0x0). E aí Ganso se machucou. Realmente, fica um pouco difícil.
O que nos leva ao próximo fator. Tudo bem que o calendário é um absurdo e tal (parece que eles pegam uma grande roda da fortuna e vão puxando as datas ao acaso, por loteria), mas também ninguém tem cara de reclamar com a CBF, porque ninguém quer se indispôr com Ricardo Teixeira e cia., essa quadrilha do futebol brasileiro. Nisso, a diretoria do Santos falha, como falha em muitos outros aspectos (em muitos sentidos, considero a administração santista um desastre). Mas por que não poupar alguns jogadores? É preciso definir um campeonato para priorizar. Afinal, quem tudo quer, nada tem. Levando-se em consideração que o Santos foi o campeão paulista em três dos últimos cinco anos e que não ganha uma Libertadores desde 1963, o torneio a ser priorizado é a Libertadores, logicamente. Não estou dizendo que era para ter entrado com todo o time reserva contra o São Paulo e contra o Corinthians, mas alguns jogadores poderiam ter sido poupados (como o próprio Ganso, voltando de uma lesão que o deixou sete meses afastado do futebol, afinal). Aí eu já ouvi tanto que o culpado disso é o Muricy, que quer jogar sempre com o time titular, quanto que é a diretoria, que pressiona Muricy a escalar o time titular. Para mim, o erro é de ambos. De Muricy por escalar e da diretoria por pressioná-lo e depois querer tirar o corpo fora.
O fato permanece que ontem perdemos mais uma vez um dos maiores jogadores brasileiros da atualidade e, sem dúvida, o maior camisa 10 atual. Tomara que o Ganso consiga se recuperar a tempo de jogar a Copa América pelo Brasil e que não seja um daqueles jogadores cuja fantástica e promissora carreira é interrompida por sucessivas lesões. Ele merece ter um futuro brilhante. A Seleção merece. Todos nós, torcedores e apreciadores do bom futebol, merecemos. Caso contrário, vou ter que admitir que o fator decisivo foi mesmo a macumba de Ronaldinho Gaúcho, que deve ter sido da braba.
E aí? De quem é a culpa? Da própria compleição física do Ganso? Da diretoria do Santos? Do Muricy? Do calendário de competições? Da macumba do Ronaldinho Gaúcho, de olho na camisa 10 da Seleção? Vamos por partes. Que o Ganso tem uma compleição mais frágil do que a da maioria dos jogadores é fato, e inegável. O cara tem 21 anos e já passou por duas operações de grande porte, vamos combinar. Mas ninguém se machuca do nada também. Vejamos o calendário: o Santos está jogando incessantemente às terças, quartas ou quintas (pela Libertadores) e aos sábados ou domingos (pelo Paulistão). É uma rotina pra lá de sacrificante, ainda mais se considerarmos a última semana. No último sábado de abril (30/4), o Santos fez um jogo decisivo contra o São Paulo pelas semifinais do Paulistão. Logo depois, após dar tudo de si e conseguir a classificação, pegou um voo super agradável de 16 horas com destino ao meio do nada no México. Chegando lá onde Judas perdeu as meias, jogou mais 90 minutos de decisão, pelas oitavas de final da Libertadores. Apesar de visivelmente exausto, o Santos conseguiu a classificação para as quartas contra o América do México, segurando o empate por 0x0 (não sem pagar um preço, tendo perdido Arouca durante o jogo). Ufa, finalmente um descanso. NOT! É brinks, galera, porque logo em seguida o Santos teve que encarar o voo de 16 horas da volta (até eu já estou cansada). Aí ontem mais uma vez teve que dar tudo de si pelo primeiro jogo da final do Paulistão, contra o Corinthians (outro 0x0). E aí Ganso se machucou. Realmente, fica um pouco difícil.
O que nos leva ao próximo fator. Tudo bem que o calendário é um absurdo e tal (parece que eles pegam uma grande roda da fortuna e vão puxando as datas ao acaso, por loteria), mas também ninguém tem cara de reclamar com a CBF, porque ninguém quer se indispôr com Ricardo Teixeira e cia., essa quadrilha do futebol brasileiro. Nisso, a diretoria do Santos falha, como falha em muitos outros aspectos (em muitos sentidos, considero a administração santista um desastre). Mas por que não poupar alguns jogadores? É preciso definir um campeonato para priorizar. Afinal, quem tudo quer, nada tem. Levando-se em consideração que o Santos foi o campeão paulista em três dos últimos cinco anos e que não ganha uma Libertadores desde 1963, o torneio a ser priorizado é a Libertadores, logicamente. Não estou dizendo que era para ter entrado com todo o time reserva contra o São Paulo e contra o Corinthians, mas alguns jogadores poderiam ter sido poupados (como o próprio Ganso, voltando de uma lesão que o deixou sete meses afastado do futebol, afinal). Aí eu já ouvi tanto que o culpado disso é o Muricy, que quer jogar sempre com o time titular, quanto que é a diretoria, que pressiona Muricy a escalar o time titular. Para mim, o erro é de ambos. De Muricy por escalar e da diretoria por pressioná-lo e depois querer tirar o corpo fora.
O fato permanece que ontem perdemos mais uma vez um dos maiores jogadores brasileiros da atualidade e, sem dúvida, o maior camisa 10 atual. Tomara que o Ganso consiga se recuperar a tempo de jogar a Copa América pelo Brasil e que não seja um daqueles jogadores cuja fantástica e promissora carreira é interrompida por sucessivas lesões. Ele merece ter um futuro brilhante. A Seleção merece. Todos nós, torcedores e apreciadores do bom futebol, merecemos. Caso contrário, vou ter que admitir que o fator decisivo foi mesmo a macumba de Ronaldinho Gaúcho, que deve ter sido da braba.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Tragédia na Libertadores
A noite de quarta foi um desastre generalizado para o futebol brasileiro... De uma tacada só, saíram os quatro que jogavam ontem. No geral, só ficou o Santos. Em grande parte, culpo a mídia e seu eterno oba-oba. O problema é que nenhum dos times que jogaram ontem construíram uma vantagem pra REALMENTE poder relaxar nos jogos de ida. Tudo bem, o Grêmio já se previa que fosse sair mesmo. Mas vamos aos outros três, Inter, Fluminense e Cruzeiro. A mídia já dava como certa a classificação dos três, já calculava os encontros de quartas de final, cantando vitória MUITO antes do tempo. Isso só faz com que os times entrem em campo relaxados demais e com que eles fiquem baratinados ao tomar o primeiro gol e perceber que a possibilidade de derrota realmente existe. Vamos elaborar caso a caso.
Primeiramente, o Inter, que dos três é o pior caso de oba-oba: o Inter empatou com o Peñarol no Uruguai (1x1). Aí do nada as pessoas decidiram que essa era uma vantagem gigantesca, que tudo já estava resolvido e começaram a adiantar um possível Grenal nas quartas (sendo que a situaão do Grêmio era ainda pior). Que vantagem é essa? Um empate? Vantagem pra mim é sinônimo de vitória. E pouco me importa o gol na casa do adversário, porque, independentemente disso, a vitória simples era do Peñarol. Ainda quiseram dizer que ao Inter bastava o empate. Qual empate? Porque só o 0x0 servia. 1x1 levava pros pênaltis e, a partir de 2x2, era do Peñarol. Mas fica o oba-oba e o time entra em campo relaxado demais. Mesmo fazendo o primeiro gol, fica totalmente baratinado com o empate do Peñarol, ao perceber que a derrota é uma possibilidade, e toma o segundo pouco tempo depois. O pior é ver a apatia do time em campo depois da virada do Peñarol, um time entregue, morno. Os jogadores não arriscavam nada, nem tentavam um chute de fora da área pra ver no que dava, por exemplo. Tudo bem que o Inter precisaria virar o jogo, mas havia tempo pra isso. Sinceramente, deu raiva de ver. Placar final: Inter 1 x 2 Peñarol.
Aí vem o Cruzeiro. O Cruzeiro ganhou o primeiro jogo do Once Caldas lá na Colômbia por 2x1. Ok, uma boa vantagem, dois gols na casa do adversário e tal, mas não uma vantagem irreversível. Mas aí começa o papo de que o Cruzeiro é o melhor time do Brasil, de que o Cruzeiro tem a melhor campanha da Libertadores e o Once Caldas a pior, de que vai dar um Santos X Cruzeiro nas quartas porque o Once Caldas NUNCA vai conseguir marcar dois gols na casa do Cruzeiro. Por que não? Primeiro que esse negócio de casa do adversário é como se não existisse pra time latino-hispânico. Porque os caras não estão nem aí, eles entram com tudo sempre, e até gostam de jogar na casa do outro, acho que fica uma gana de calar a boca da galera. E eles calaram. Porque o Cruzeiro também entrou na onda, veio pra campo relaxado demais. E, quando o Once Caldas começou a vir pra cima e a mandar no jogo, o time se descontrolou, Roger foi expulso e eles tomaram os dois gols que não poderiam jamais. Tamanho foi o descontrole que até Cuca deu uma cotovelada num jogador do time colombiano. Uma vergonha. Placar final: Cruzeiro 0 x 2 Once Caldas.
A pedra do Cruzeiro, aliás, eu tinha cantado há muito tempo. Quando começou a golear todos os adversários na primeira fase e todo mundo ficou endeusando o time, dizendo que era o favorito ao título, que finalmente tinha se vingado do Estudiantes (não sei como, se o Estudiantes ganhou o título em cima do Cruzeiro e o Cruzeiro nem das oitavas tirou o Estudiantes, que, aliás, agora tem a chance de ir além do Cruzeiro, se passar para as quartas), eu logo disse que ia cair fora nas oitavas. Não adianta, fase de grupo é fase de grupo, mata-mata são outros quinhentos...
Finalmente, chegamos ao Fluminense. O Fluminense construiu a melhor vantagem aqui no Engenhão, 3x1 pra cima do Libertad. Mas permitiu que o time paraguaio fizesse um gol aqui e ia jogar o da volta lá. O 2x0 já era do Libertad, pq ia desempatar pelo gol marcado fora de casa. Mas aí o pessoal diz que não tem como o Fluminense perder, que a vantagem é irreversível, que o time do Libertad é muito fraco (sendo que o Libertad se classificou com a segunda melhor campanha e o Fluminense com a segunda pior. Tudo bem que a chave do Fluminense era BEM mais difícil, mas permanece o fato), que, se a LDU conseguir reverter o resultado ruim do primeiro jogo, vai dar Fluminense X LDU nas quartas, com a possibilidade de uma revanche tricolor. Como se o Libertad não existisse. E como se o Libertad não existisse, o Fluminense entrou em campo, sentado em cima da vantagem, pra garantir o resultado, cumprir tabela, digamos assim. Com os 11 atrás da linha da bola, abdicou de ir ao ataque e passou a tomar sufoco do time paraguaio. Mesmo com o primeiro gol do Libertad, o Fluminense não mudou sua postura, porque, afinal, seria impossível o Libertad fazer 2x0, como todos diziam. Pois bem. Aos 40 do segundo tempo tomou o segundo e, aos 46, o terceiro. O pior de tudo foi ver a cara de quem comeu e não gostou do Enderson Moreira à beira de campo. Meu filho, reage! Muda o time, arrisca alguma coisa, paga um esporro pra ver se os jogadores acordam. Ao Fluminense bastava um gol pra levar a decisão para os pênaltis. Mas, com a apatia do técnico e o descontrole dos jogadores, isso se provou impossível. Placar final: Libertad 3 x 0 Fluminense.
Vantagem pra sentar em cima e se vangloriar é de três gols de diferença pra cima. E tenho dito. Mas a mídia não pensa assim. Acha que com o empate já é moleza. E pelo oba-oba sem fim da imprensa esportiva e pelo fato de que os times acabam entrando na pilha é que eu vi, com muita tristeza, quatro dos cinco times brasileiros que disputavam uma vaga nas quartas da Libertadores caírem todos na mesma noite. O que dizer? Avante, Santos!
Primeiramente, o Inter, que dos três é o pior caso de oba-oba: o Inter empatou com o Peñarol no Uruguai (1x1). Aí do nada as pessoas decidiram que essa era uma vantagem gigantesca, que tudo já estava resolvido e começaram a adiantar um possível Grenal nas quartas (sendo que a situaão do Grêmio era ainda pior). Que vantagem é essa? Um empate? Vantagem pra mim é sinônimo de vitória. E pouco me importa o gol na casa do adversário, porque, independentemente disso, a vitória simples era do Peñarol. Ainda quiseram dizer que ao Inter bastava o empate. Qual empate? Porque só o 0x0 servia. 1x1 levava pros pênaltis e, a partir de 2x2, era do Peñarol. Mas fica o oba-oba e o time entra em campo relaxado demais. Mesmo fazendo o primeiro gol, fica totalmente baratinado com o empate do Peñarol, ao perceber que a derrota é uma possibilidade, e toma o segundo pouco tempo depois. O pior é ver a apatia do time em campo depois da virada do Peñarol, um time entregue, morno. Os jogadores não arriscavam nada, nem tentavam um chute de fora da área pra ver no que dava, por exemplo. Tudo bem que o Inter precisaria virar o jogo, mas havia tempo pra isso. Sinceramente, deu raiva de ver. Placar final: Inter 1 x 2 Peñarol.
Aí vem o Cruzeiro. O Cruzeiro ganhou o primeiro jogo do Once Caldas lá na Colômbia por 2x1. Ok, uma boa vantagem, dois gols na casa do adversário e tal, mas não uma vantagem irreversível. Mas aí começa o papo de que o Cruzeiro é o melhor time do Brasil, de que o Cruzeiro tem a melhor campanha da Libertadores e o Once Caldas a pior, de que vai dar um Santos X Cruzeiro nas quartas porque o Once Caldas NUNCA vai conseguir marcar dois gols na casa do Cruzeiro. Por que não? Primeiro que esse negócio de casa do adversário é como se não existisse pra time latino-hispânico. Porque os caras não estão nem aí, eles entram com tudo sempre, e até gostam de jogar na casa do outro, acho que fica uma gana de calar a boca da galera. E eles calaram. Porque o Cruzeiro também entrou na onda, veio pra campo relaxado demais. E, quando o Once Caldas começou a vir pra cima e a mandar no jogo, o time se descontrolou, Roger foi expulso e eles tomaram os dois gols que não poderiam jamais. Tamanho foi o descontrole que até Cuca deu uma cotovelada num jogador do time colombiano. Uma vergonha. Placar final: Cruzeiro 0 x 2 Once Caldas.
A pedra do Cruzeiro, aliás, eu tinha cantado há muito tempo. Quando começou a golear todos os adversários na primeira fase e todo mundo ficou endeusando o time, dizendo que era o favorito ao título, que finalmente tinha se vingado do Estudiantes (não sei como, se o Estudiantes ganhou o título em cima do Cruzeiro e o Cruzeiro nem das oitavas tirou o Estudiantes, que, aliás, agora tem a chance de ir além do Cruzeiro, se passar para as quartas), eu logo disse que ia cair fora nas oitavas. Não adianta, fase de grupo é fase de grupo, mata-mata são outros quinhentos...
Finalmente, chegamos ao Fluminense. O Fluminense construiu a melhor vantagem aqui no Engenhão, 3x1 pra cima do Libertad. Mas permitiu que o time paraguaio fizesse um gol aqui e ia jogar o da volta lá. O 2x0 já era do Libertad, pq ia desempatar pelo gol marcado fora de casa. Mas aí o pessoal diz que não tem como o Fluminense perder, que a vantagem é irreversível, que o time do Libertad é muito fraco (sendo que o Libertad se classificou com a segunda melhor campanha e o Fluminense com a segunda pior. Tudo bem que a chave do Fluminense era BEM mais difícil, mas permanece o fato), que, se a LDU conseguir reverter o resultado ruim do primeiro jogo, vai dar Fluminense X LDU nas quartas, com a possibilidade de uma revanche tricolor. Como se o Libertad não existisse. E como se o Libertad não existisse, o Fluminense entrou em campo, sentado em cima da vantagem, pra garantir o resultado, cumprir tabela, digamos assim. Com os 11 atrás da linha da bola, abdicou de ir ao ataque e passou a tomar sufoco do time paraguaio. Mesmo com o primeiro gol do Libertad, o Fluminense não mudou sua postura, porque, afinal, seria impossível o Libertad fazer 2x0, como todos diziam. Pois bem. Aos 40 do segundo tempo tomou o segundo e, aos 46, o terceiro. O pior de tudo foi ver a cara de quem comeu e não gostou do Enderson Moreira à beira de campo. Meu filho, reage! Muda o time, arrisca alguma coisa, paga um esporro pra ver se os jogadores acordam. Ao Fluminense bastava um gol pra levar a decisão para os pênaltis. Mas, com a apatia do técnico e o descontrole dos jogadores, isso se provou impossível. Placar final: Libertad 3 x 0 Fluminense.
Vantagem pra sentar em cima e se vangloriar é de três gols de diferença pra cima. E tenho dito. Mas a mídia não pensa assim. Acha que com o empate já é moleza. E pelo oba-oba sem fim da imprensa esportiva e pelo fato de que os times acabam entrando na pilha é que eu vi, com muita tristeza, quatro dos cinco times brasileiros que disputavam uma vaga nas quartas da Libertadores caírem todos na mesma noite. O que dizer? Avante, Santos!
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