quarta-feira, 25 de maio de 2011

Abre-alas para a caravela passar

Ao final do jogo em São Januário, em que o Vasco empatou com o Avaí pelo placar de 1x1, Silas disse na coletiva que as chances de classificação para a final da Copa do Brasil eram de 60% para o Avaí e 40% para o Vasco. Mas a equipe cruzmaltina entrou em campo determinada a provar que futebol não é estatística e que a vitória vale mais que tudo.

Logo de cara, o Vasco provou que não pretendia brincar, adiantando seus jogadores para pressionar a saída de bola do Avaí, cujo meio-campo, normalmente o setor mais forte do time, hoje não se acertou, errando muitos passes e facilitando o domínio vascaíno. Domínio esse que logo se converteria em resultado. Aos 3 minutos do primeiro tempo, Felipe (muito pouco marcado durante a partida) cobrou falta com categoria, levantando a bola na área. Os jogadores do Vasco nem precisaram se esforçar, pois Revson fez questão de colocá-la lá dentro. Não, você não está vendo coisas, é o mesmo Revson que marcou contra na vitória do São Paulo por 1x0 no Morumbi pelo jogo de ida nas quartas de final. Agora cata a cara dele. A bola vem vindo e ele se posiciona DE COSTAS para o gol e cabeceia PARA TRÁS, metendo no ângulo, sem possibilidade de defesa para Renan. Ô, Silas, agora sério, TEM QUE VER ISSO AÍ. O cara já deve ser o artilheiro do time! É um gol mais bonito que o outro, um centro-avante oportunista, com fome de bola. Só que, BRINKS!, pelo lado errado. Sério, ele deve ficar muito frustrado de ser zagueiro e aí quer marcar gol a qualquer custo. Se eu fosse o técnico, mandava ele fazer a mesma coisa do outro lado. Vou começar uma campanha REVSON É SELEÇÃO. Quer dizer, isso se ele for escalado como atacante (pode até trazer pro Flamengo, pra resolver a carência de centro-avantes), porque como zagueiro, só se for na seleção dos outros, pra fazer gol pra gente.

Depois de marcar o primeiro, o Vasco recuou, mas de maneira inteligente, sem passar sufoco. Soube aproveitar muito bem os espaços deixados pelo Avaí, que teve que sair para buscar o resultado, armando bons contra-ataques. O Avaí, por sua vez, não teve nem a competência, nem a sorte de marcar um gol logo após o do Vasco, como fez no jogo da volta das quartas de final contra o São Paulo. Errando muitos passes e concluindo muito mal, o time não teve nenhuma chance clara de gol, permitindo o controle da partida por parte da equipe de São Januário. Antes de sair o segundo, Diego Souza ainda perdeu uma boa chance e Alecsandro desperdiçou um gol inacreditável, cara a cara com o gol e com Renan já batido. Mas de tanto insistir, o Vasco fez mais um. Aos 34 do primeiro tempo, Alecsandro avançou pelo meio, livre de marcação, teve tempo de parar, analisar a jogada, observar a posição dos dois companheiros que fechavam um por cada lado da área (alô, zagueiro? tá dormindo!?) e rolar para Diego Souza, que entrava livre, marcar o segundo. A  partir daí, a situação do Avaí se complicou muito. Seria necessário marcar três gols para evitar a classificação vascaína (o empate era do Vasco, pelo critério do gol na casa do adversário). E o Vasco não dava mostras de descontrole, nem de nervosismo, muito pelo contrário. Era um time muito bem postado, jogando no erro do adversário, inteligente. Tudo bem que aos 36 o Avaí quase diminuiu com Julinho, que carimbou a trave, mas esta também foi a única oportunidade do time em todo o primeiro tempo.

No segundo, o Vasco entrou um pouco relaxado demais, dando muitos espaços para o time do Avaí, vendo a classificação já garantida. Com isso, a equipe de Santa Catarina teve algumas oportunidades, mas pecou na hora da finalização. Com o tempo passando e a missão parecendo cada vez mais impossível, o Avaí foi recuando e parando de jogar, pouco a pouco entregando os pontos. O Vasco voltou a mandar na partida, conseguindo muitas chances claras para aumentar ainda mais a vantagem (incluindo duas bolas na trave, uma de Diego Souza, em uma de suas melhores atuações). Houve tempo ainda para um gol mal anulado de Alecsandro, que não estava em posição de impedimento. Mas o placar já era mais do que suficiente para carimbar o passaporte vascaíno para a final da Copa do Brasil. Placar final: Avaí 0 x 2 Vasco. A equipe de São Januário vai enfrentar o Coritiba na final, que passou pelo Ceará com magra vitória por 1x0.

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