Quem assistiu Vasco X Atlético-PR na quinta-feira não pode ter dúvidas de que a classificação vascaína para as semifinais da Copa do Brasil é mais do que justa. Não pode ter dúvidas também de que, mesmo inferior à equipe de São Januário, o Furacão fez uma boa partida e ameaçou a classificação vascaína, chegando a sair na frente no placar. Elton, no entanto, acabou com a alegria atleticana logo em seguida, transformando o perigoso Furacão numa ventania inofensiva.
O jogo começou muito disputado e corrido. Por seu ritmo acelerado e sua característica de abertura, houve vários lances de perigo logo no início do primeiro tempo, enquanto os times ainda se estudavam, chutes de média distância tanto pelo lado do Vasco quanto pelo Atlético. Como esse ritmo alucinado não podia se manter, até porque senão nenhum jogador ia voltar pro segundo tempo, por volta dos 10 minutos do primeiro tempo a partida esfriou e o Vasco cadenciou o jogo com uma maior posse de bola, passando a dominar. O Atlético recuou um pouco e passou a depender do contra-ataque, sempre desperdiçado por Guerron, que, sinceramente, é um pânico no lago (pânico na pracinha eu reservo para jogadores do naipe de Rodrigo Alvim). As melhores chances do Furacão vieram, obviamente, dos pés de Paulo Baier, sempre um perigo na bola parada e o melhor jogador disparado do Atlético, responsável por suas melhores jogadas e lances mais perigosos. Apesar do domínio vascaíno, as chances mais claras do time de São Januário também foram de bola parada, saindo dos pés de Bernardo, que começou jogando (incluindo uma que carimbou o travessão de Renan Rocha, outro grande destaque do Atlético).
O segundo tempo começou morno demais, em parte pelo cansaço provocado pela correria do primeiro, ainda com domínio vascaíno. Quando estava começando a ficar sonífero, ambos os técnicos resolveram mexer, fazendo alterações decisivas para a partida - tanto para que o ritmo de jogo voltasse a ser agradável, visto que os jogadores descansados deram novo fôlego a seus times, quanto para o resultado da partida em si. Pelo Furacão, entraram Madson e Nieto (nos lugares de Branquinho e Guerron, respectivamente). Pelo Vasco, os nomes foram Fagner e Elton, substituindo Allan e Diego Souza, que, mais uma vez, nada fez. Para provar que as substituições deram certo, vamos aos gols. Aos 28 do segundo tempo, quando tudo já começava a parecer decidido para o Vasco com o empate em 0x0 (no primeiro jogo, na Arena da Baixada, a equipe cruzmaltina empatara por 2x2, o que garantiria seu avanço na Copa do Brasil pelo critério de gols marcados na casa do adversário), Madson tocou para a entrada da área vascaína, Paulo Baier fez uma espécie de corta-luz não intencional, digamos assim, e Nieto, recém-saído do banco, completou para a rede. A partir daí, o jogo pegou fogo. O Vasco, mesmo atrás no placar e com a classificação ameaçada, não desistiu e não se abalou, pressionando demais a partir do recuo atleticano. Deu certo. Aos 35 do segundo tempo, Fagner lançou uma bola na cabeça de Elton, que subiu mais que todo mundo para cabecear no ângulo (só mesmo assim para evitar que Renan Rocha, que estava fechando o gol, chegasse na bola). Com o empate vascaíno, foi a vez do Furacão reagir e dar tudo de si para tentar a classificação. O gol da virada quase veio aos 41 do segundo tempo, numa linda jogada de Paulo Baier, que não desistiu de um lance aparentemente morto e enterrado e foi buscar a bola na linha de fundo, conseguindo executar um lançamento perfeito para a risca da pequena área. Se Nieto tivesse acreditado que Paulo Baier conseguiria chegar naquela bola, teria sobrado sozinho para empurrar a bola para as redes vascaínas. Como não acreditou, chegou atrasado e não conseguiu a cabeçada, desperdiçando a chance da classificação. Placar final: Vasco 1 x 1 Atlético-PR. A equipe de São Januário segue para encarar o Avaí nas semifinais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário