segunda-feira, 16 de maio de 2011

A carroça desembestada

Se tivesse sido 6x0 para o Ceará, como foi Coritiba X Palmeiras, teria sido menos doloroso e sofrido (para mim). Porque aí é um daqueles casos em que o seu time simplesmente não entrou em campo e não há o que fazer, nem o que reclamar. Mas com 2x0 para o Flamengo aos 30 minutos do primeiro tempo, o jogo parecia decidido para o time rubro-negro. Dava até pinta de que seria goleada. Não foi bem assim.

O jogo começou com o Flamengo pressionando demais e indo em busca dos dois gols que precisava. Com o Ceará muito recuado e a defesa rubro-negra bem postada (o esquema com três zagueiros e Ronaldo Angelim funcionando como lateral-esquerdo estava dando certo), só dava Flamengo. Era uma chance atrás da outra, com boas recuperações de bola por parte do time da Gávea, que ditava um ritmo acelerado ao jogo. Com R10 e Thiago Neves em noite inspirada, o primeiro gol veio logo aos 19 do primeiro tempo, numa bola metida à perfeição por R10 para a finalização de Thiago Neves. Sabendo que o 1x0 não era suficiente, o time continuou indo para cima, marcando o segundo logo em seguida, aos 28 do primeiro tempo, de novo com Thiago Neves. E quando parecia que o Flamengo iria aplicar uma goleada histórica no Ceará, o time deu uma bobeada na defesa e precisou fazer uma falta perto da grande área para parar o contra-ataque do time cearense. Era tudo o que o Ceará queria, e precisava. Em sua primeira chance real de gol, o Vozão diminuiu com Washington aos 35. Até aí era pênaltis, com uma retrospectiva positiva para o Flamengo (o time não perde uma disputa de pênaltis desde 2004). Mas o gol do Ceará afetou o time rubro-negro, que se descontrolou por alguns minutos, oferecendo bons contra-ataques ao time cearense. E com a sorte do Ceará, alguns minutos era o suficiente para chegar ao gol de empate, com uma ajudassa de Sandro Meira Ricci, o árbitro da partida, que conseguiu expulsar Ronaldo Angelim numa disputa de ombro com ombro (mais sobre isso no final do post, agora não me prolongo). Falta bem cobrada e bem defendida por Felipe. Do escanteio, saiu o gol, que pegou o Flamengo num momento de descontrole emocional após a expulsão. Washington de novo, aos 41, para deixar tudo igual no placar. Depois do empate, o time rubro-negro colocou a cabeça no lugar. Mesmo com um a menos, foi para cima, buscando o resultado. O desempate quase veio num lance ainda no primeiro tempo, em que Léo Moura (que brilhou de novo, comprovando que faz muita falta ao time quando não joga) mandou a bola na trave e Wanderley, aproveitando o rebote, conseguiu a façanha de cabecear de novo na trave com o gol aberto.

No segundo tempo, mesmo com um jogador a menos, o Flamengo voltou agressivo e mandando no jogo, sabendo que precisava correr atrás do resultado. As jogadas saíam mais pelo lado de Léo Moura, já que, com a expulsão de Ronaldo Angelim, foi necessário colocar Egídio em campo, que, para ser muito bondosa, pouco fez. Com o time todo no ataque e o Vozão muito recuado, este começou a explorar mais os contra-ataques, sem, no entanto, conseguir conclusões mais contundentes. A defesa flamenguista se desdobrava no sentido de cobrir a ausência de Angelim. Mas, mesmo sendo pouco conclusivo, a noite era mesmo do Ceará. E ninguém tasca. O Flamego pressionava e teve boas chances. Perdidas. Wanderley e Thiago Neves perderm cara a cara com Fernando Henrique. A partir dos 30 minutos do segundo tempo, o time da Gávea morreu, cansado de ter que correr por mais um. A saída de Léo Moura também fez diminuir o volume de jogadas ofensivas. Prova de que este é um jogador muito decisivo para o desempenho do time. A partir daí, o ritmo de jogo diminuiu sensivelmente. Com o Flamengo morto e o Ceará contente com o empate, fim de papo. Na melhor exibição do Flamengo no ano, o time foi eliminado da Copa do Brasil. Justo ou injusto, fato é que o Ceará deu muita sorte também. Em seis chances de real perigo nos dois jogos, marcou quatro gols. O Flamengo, com 548 chances, marcou três. Placar final: Ceará 2 x 2 Flamengo. O Ceará segue para enfrentar o Coritiba nas semifinais.

Agora um pouquinho sobre arbitragem, tema sobre o qual eu ODEIO falar. Nesse caso, porém, é necessário. APOSENTA O APITO DO SANDRO MEIRA RICCI, GENTE. Agora quem não é flamenguista está rindo à toa, mas imagina se esse cara vai apitar um jogo do seu time... A arbitragem dele é sempre tumultuada, controversa, cheia de lances duvidosos e confusões. Não dá. Não dá pra ele distribuir cartões amarelos para a defesa do Flamengo, pendurando todo mundo, e mostrar apenas dois para o Ceará, que também bateu muito. Não dá para o cara chutar a canela do Wanderley e não ser nem falta. Não dá pra não marcar uma falta clara em cima do Thiago Neves e permitir um contra-ataque do Ceará que fez com que Ronaldo Angelim precisasse fazer a falta de cartão amarelo (este justo, mas originado de uma jogada injusta). Não dá para o cara ver um lance normal na disputa de bola do Ronaldo Angelim, de ombro com ombro, e aí porque o bandeirinha deu falta ele resolver mostrar o segundo cartão amarelo. Não dá para o cara expulsar o Vanderlei no intervalo porque ele tentou tirar seus jogadores de campo para evitar confusão e afastou um policial covarde que bateu com o escudo em Ronaldinho Gaúcho pelas costas porque este argumentava com o juiz. Ô, Sandro, pede a aposentadoria, sinceramente... E assiste os jogos pela televisão, ok? Porque dentro de campo não dá. Não é à toa que ele já tinha tomado um gancho monumental no Brasileirão do ano passado depois da arbitragem de Cruzeiro X Corinthians, após a marcação de um pênalti controverso contra a Raposa (os dois times tinham chances reais de vencer o campeonato).

Em outros resultados da rodada, o Santos foi à Colômbia para conquistar o placar contra o Once Caldas na casa do adversário pela Libertadores (placar final: Once Caldas 0 x 1 Santos). O Palmeiras, que já entrou em campo derrotado, vamos combinar, fez pelo menos um papel honroso e conseguiu conquistar o seu objetivo: tirar a invencibilidade do Coritiba (placar final: Palmeiras 2 x 0 Coritiba).

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